Podemos fugir. Podemos correr duas vezes mais rápido apenas para ficar no mesmo lugar. Podemos nos camuflar, esquecer os brilhos d’alma, os sonhos de infância, as promessas feitas debaixo de estrelas, a paisagem da janela, o chão de terra, a vista do rio. Mas quando a borra de café se aconchega no fundo da xícara sussura o destino. E sou obrigada a voltar a querer o que na verdade sempre quis.
16/09/2011
Todo cambia
Palavra, conheço as antigas. Gotícula, pirilamo, amor. As que me deste, guardo no bolso. Para o caso de algum alumbramento acontecer. E assim vou em frente. Torcendo para que não acabe exatamente esta vontade de querer que nunca acabe.
13/09/2011
Você me dá sorte
Meu amor, desencaminho, desaprendo, desentendo e alargo meus desejos. Porque ando nestas de te fazer sorrir. Dos perigos lembro menos, do passado, te conto o que foi bom. Pra que tanto saber? Se hoje estás aqui, é quase primavera, aprendi a pisar macio e como diria meu vô João Bigode, tudo que é bom, é meu.