Posts tagged ‘nós’

20/09/2011

Não vim até aqui pra desistir agora

E como bem sei, muito aprendi, hoje compreendo que as possibilidade de felicidade são egoístas, meu amor, acalmo. Olho com mais ternura para este desconhecido caminho que eu mesma escolhi. E que, sinceramente, não sei se é melhor que o outro, mais florido e muito menos para onde vai. E dai? As rédeas estão agora nas minhas mãos. Bora.

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26/08/2011

Duas pessoas são muitas coisas.

“Varri as folhas em volta do restaurante agora há pouco, mas você não vai perceber quando acordar. Varri porque varro sempre, minha gente tem mania de varrer no lugar de falar. Gosto das folhas caídas. Gosto das árvores nuas. Porque sei que o ciclo sempre faz com que tudo nasça de novo e caia e nasça. Isto de morrer e teimar em reviver me encanta. Pena que não seja lei.”

Livro novo. Na primavera.

25/08/2011

Dane-se

e pouco importa se existe um deus escrevendo errado em linhas tortas de caderno mal impresso ou se a bola de cristal já disse tudo ou ainda se os destinos estão mesmo marcados na palma da mão e na abóboda do céu e se o acaso e seus sabores não significam nada além do que tinha mesmo que acontecer e se estamos todos nos perguntando como será como será o amanhã para as cartomantes os controladores de vôo as moças de terno rosa o homem que vende flores o horóscopo do jornal o motorista do ônibus o astrônomo a mãe o psiquiatra e a 23o página de qualquer livro porque independente de quaisquer previsão praga destino probabilidade lendo teus bilhetes e os escritos velhos e o verso das fotos impressas e os antigos arquivos de blog uma coisa é muito certa definitiva verdadeira querendo ou não gostando ou não tendo peito para encarar ou não somos tu e eu. agora.

22/08/2011

Ainda lembro que eu estava lendo, só pra saber o que você achou.

Acontece, que os moinhos se movem rápido demais e pisquei um pouco e já estávamos aqui. Muito sabidos embora deveras cansados. Lejos demás para que possamos de fato ouvir um ao outro. E, mesmo assim. Ainda somos nós.

19/08/2011

Que se tu me pede, conto.

Faz sol, solto os cabelos, como pão aos bocados e mais café do que deve ser permitido. Desisto, tu cansa. E seguimos nestas de gangorra e sonhos inexplicáveis. Já me espanta pouco te saber e penso que enxergas porque conhece o avesso. Sinto o gosto das palavras com as quais me presenteia, mas não te decifro. Hoje a noite a lua vai ser pedaçuda. Sabia?

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17/06/2011

E esta vontade de querer que nunca, nunca acaba

De tempos em tempos, inverto a ordem do mundo, volto ao início do jogo, rasgo os dicionários e recito tangos em latim. Gosto assim. Sem tantos dias de sol. Com festas sob tempestades, sumiço de paredes e desejos proibidos.  Te espero mansa. E consigo aprender tua lição: é com fogo que se brinca.

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