E como bem sei, muito aprendi, hoje compreendo que as possibilidade de felicidade são egoístas, meu amor, acalmo. Olho com mais ternura para este desconhecido caminho que eu mesma escolhi. E que, sinceramente, não sei se é melhor que o outro, mais florido e muito menos para onde vai. E dai? As rédeas estão agora nas minhas mãos. Bora.
Alegria, Alegria
Quem inventou é discreto. Alegria não vem de explosão ou gritos. Vem de felicidade. Do grego phelis, para ser bem exato. Desde sempre ela mora em corações, lembranças, caixas de música, tim-tim e imagens congeladas em papel ou retina. Atende também por euforia, júblio, empolgação, vem cá meu nego que a vida é agora. E riso. Gargalhadas também. E lágrimas. Porque é frequente usar lágrima como condutora de um contentamento muito grande. Sabia? Mais ou menos como fazem João, Bebel, Arrelia e aquela vó pequenina que limpa com Coca-Cola as bordas dos porta-retratos. No mais, pouco importa se estás alegrinho de bebes doces ou amargos. Se teve gol. Se o beijo foi bom. Se as palmas foram altas. Se teve fogos de artifício em forma de cascata na tu´alma. Ou se deu certo, é tudo sim, as borboletas descobriram teu estômago, aquele olho finalmente viu ou a sua vida está com som, fúria e a trilha sonora dos teus sonhos. Porque quando nossos setenta por cento atingem os tais cem graus necessários para ebulir a alegria, tanto faz. A gente quer é viver.
Texto originalmente publicado na revista Simples?
Eu não gosto de padre, eu não gosto de frade, eu não digo amém
Isso quem disse foi o poeta mas pra ti, minto que fui eu. E repito, repito, digo de novo, que não gosto, não quero, não baixo os olhos dos teus olhos. Tenho preguiça da fragilidade e, no frio, prefiro minha cama na varanda. Tem mais estrela.
Desavergonhadamente azul
É de manhã quando legitimo minha vontade de ser apenas eu mesma no momento em que tu desenhas círculos imaginários na minha pele. Te sorrio, me encantas. E juntos, colocamos fim na eternidade.
Explica menos
Que não te pedi bulas ou manuais ou instruções. Gosto de não saber, escolho não desvendar e prometo te querer mais um dia. Vamos desistir destas linhas retas e das folhas pautadas. Não precisa decidir mais nada. Só pega na minha mão.
Manda esta cavalaria embora
que não tem mais esta de luta e de guerra e certezas. Não agora. Nem amanhã de manhã. Por hoje precisamos dançar. Por agora é preciso sorrir. Pelas próximas horas não se pode lembrar. Pelos dias que vem pela frente fica proibido ter medo, desistir, fugir da onda. Porque já escolhi. É melhor ser feliz do que ter razão.
