16/09/2011
A água não pode ferver. Sempre esqueço desta regra. Deixo no fogo alto. Que aprecio ebulições e transbordamentos e tempestades minúsculas. As noites parecem dias e este par de olhos castanhos que me segue as vezes nubla. Ai a gente queima alecrim. E fala de balanços com vista para o rio, das janelas azuis que estão descascando e começo do fim do mundo.
E se fosse verdade?
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13/09/2011
Meu amor, desencaminho, desaprendo, desentendo e alargo meus desejos. Porque ando nestas de te fazer sorrir. Dos perigos lembro menos, do passado, te conto o que foi bom. Pra que tanto saber? Se hoje estás aqui, é quase primavera, aprendi a pisar macio e como diria meu vô João Bigode, tudo que é bom, é meu.
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